segunda-feira, 12 de julho de 2010

Parte 4


Quando entrou em casa e viu a sua irmã, brincado com as bonecas e bonecos fingindo ser o mundo em que o Nick vivia e tinha contado varias historias de lá para ela. No rosto de Sabrina logo viu o sorriso que ela abriu ao se lembrar dele, mas logo desapareceu quando sua irmã perguntou quando, se Nick voltasse para sua verdadeira casa, ele voltaria a vê-las. Sabrina não sabia se ela ficaria com ele no Reino, se ele voltaria com ela ou se os dois iriam se separar, nada estava certo em sua cabeça. Para se distanciar desses pensamentos Sabrina foi para o seu pequeno quarto, pegou seu I Pod nano, ligou em uma das musicas que mais gostava e foi fazer o jantar. Assim que ficou pronto deu comida a sua irmã, deu banho nela e a botou para dormir. Já eram 8 horas e sua mãe não havia chegado. Então ela fez a lição, tomou banho, mas como não estava com fome não jantou. Dormiu escutando ainda o I Pod e não ouviu sua mãe chegara em casa.
Na manhã seguinte, Sá acordou de bom humor se arrumou inteira como nunca tinha se arrumado e até parecia uma Barbie Russa que a irmãzinha possuía. Isso tudo graças ao melhor sonho, que tinha tido nas ultimas semanas, mas o seu maior pesadelo. Com tudo estava feliz, era o ultimo dia da semana de provas. Ou seja, faltava pouco para as aulas acabarem e entrar de férias. Ficar de bobeira o dia todo, fazer a maioria das coisas que dessem na cabeça. Ir a praia então! Era o que queria fazer a muito tempo e agora já podia dirigir. Sua carteira seria entregue amanhã, mesmo não tendo carro ela podia pedir algum emprestado. Sua mãe percebeu o estado alegre de espírito dela, porem percebeu também o lado preocupado.
- Filha, o que houve?
- O ano já esta quase acabando. Vou tirar a carteira de motorista e vou para a praia. – ela deu um sorriso torto.
- E o que está te incomodando?
- Me. – sabia que a mãe havia percebido e não adiantaria mentir. – Mãe, se uma pessoa que você gosta muito pode nunca mais voltar se ela se despedir. O que você faz?
- O que achar certo.
- Por que a vida é tão complicada? – Sabrina murmurou para si, porem a sua irmã ouviu.
- Ela só é se você quiser.
- Como você aprendeu isso?
- Isso o que? – Gabi deu de ombros fingindo não entender nada.

Hoje Sabrina aceitou a carona de Guilherme, ele não parava de falar como ela tinha sorte de ter um amigo como Nick, ele era muito legal. E como ele tinha sorte de me ter como amiga, pois alem de linda ouvi sem dar um pio. Na verdade não falava nada com ele, porque estava concentrada em outras coisas, mas excepcionalmente hoje eu prestava atenção a sua falação. Quando chegamos ao colégio quase pulei do carro em quanto o Gui estacionava só para poder falar com o Nick.
Quando cheguei para falar com Nick, que estava acompanhado pelo time de futebol do colégio, lhe dou um beijo espontâneo como dou nos outros meninos, que ficam aparentemente abobados com a sua atitude.
- Tudo bem Nick.
- Sim, mas você esta tão diferente. – ele a olha nos olhos e ela também o olhou.
- Estou me sentindo diferente hoje. Posso?
- Sim. Você esta linda.
- Obrigada. – ela lhe da outro beijo no rosto, só que desta vez mais ardente e demorado. – Te vejo depois.
- Esta bem. – ele acenou. E olha para os colegas. – Espera! Quer sentar comigo no almoço?
- Igual à ontem? – ela para.
- Não, você suas amigas e meus amigos. – ele apontou com a cabeça.
- Claro.
Quando ela deu á noticia a Fabiana, Violeta, Joana e Diana elas surtam de tanta felicidade que quase derrubam a Sabrina no chão.
- Você é de mais! – todas elas disseram.
- Eu sei.
Elas sairam para dentro do colégio rindo, fofocando. Tudo o que uma garota faz antes de bater o sinal. Todas elas ficaram ansiosas para chegar a hora do intervalo, mas conseguiram prestar atenção nas aulas. Elas combinaram de se encontrar no banheiro perto do refeitório faltando 10 minutos para bater o sinal, claro que elas pediriam aos professores. O que deu certo, elas demoraram os dez minutos no banheiro e, portanto foram as primeiras a chegar à cantina. Compraram tudo e sentaram numa mesa para muitos. Assim que os garotos as viram, foram comprar o lanche e sentaram-se com elas e mais umas pessoas. Todos estavam conversando entre si menos Nick e Sá que se entre olhavam como se com o olhar eles se comunicassem. Sabrina então resolveu quebrar o silencio entre eles.
- O que vai acontecer quando voltar – ela sussurrou no ouvido dele – eu vou ficar ou você vai voltar?
- Eu não sei. – disse ele meio desconfortável. – Temos que fazer isso amanhã.
- Certo, mas se for amanhã temos que nos despedir hoje. – ela o olhou esperançosa para que ele concordasse.
- Certo, te pego ás 5 na frente da sua casa.
- Certo.
Sabrina queria beijá-lo mais do que tudo, mas se continha, pois tinha medo do iria acontecer, porque quando eles se tocavam ela ficava estranha. Já pensou beijá-lo. Não conseguia entender, ela o queria, mas ao mesmo tempo queria que ele ficasse longe. Mais do que nunca ela estava confusa com seus pensamentos, uma hora sabia o que realmente queria dele. O seu beijo. Mas outra hora mudava de idéia e o que queria era esquecê-lo. O queria longe. Ela não compreendia o porquê dessas mudanças de uma hora para outra de sentimento em relação a ele. Talvez insegurança? Não, ela sabia o que ele queria dela. Não o que ELE mesmo queria, mas sabia por que ele VIERA.
O tempo das aulas pareciam milênios que passavam lentamente. Não via a hora de se encontrar com ele, era como se perto dele ela só tinha um estado de espírito. Alegria. Com ele sempre era alegre. A alegria não acabava, mas quando saia de seu lado. Os restos dos sentimentos vinham; a raiva, a inveja, a dor, a tristeza, o ódio e o pânico. Principalmente o Medo, o medo de perdê-lo para sempre.
Quando ela pensou em perdê-lo lágrimas rolaram sem pestanejar de seus olhos. Ela não conseguia pará-las, parecia que tinham vida própria.
- Sá. Minha querida você esta bem?
- Eu. Eu. - ela mais soluçava do que falava. – só preciso beber água. Posso?
- Claro.
Ela foi ao banheiro e viu que nada estava foram do lugar, a não ser as lagrimas que escorriam pelo seu rosto branco com sardinhas.
Depois disse para si mesma para não pensar mais nele. Tinha que se concentrar nas aulas, pois as provas estavam ai e ela tinha que passar. Assim que começou a prestar atenção o dia passou voando.
Voltou para casa, fez a lição, pediu comida para ela e a irmã, tomou uma ducha, se aprontou colocando uma roupa leve pois o dia estava quente. Deram 5 horas. Ela ouviu uma buzina do lado de fora. Assim pegou Gabi, deixou a na casa de um visinho amigo de sua mãe, trancou a casa e desceu. Observou o carro. Era um conversível preto meio azul. O carro não era muito novo, mas estava em bom estado e era lindo. Sabrina pulou para dentro do carro.
- Aonde vamos?
- A um lugar ver o pôr-do-sol. – ele respondeu misteriosamente.
- Posso ligar o rádio?
- Sim. – ele a ficou observando um tempo antes de dar a partida.
Passaram-se 15 minutos e não chegavam ao destino misterioso de Nick.
- A onde você esta me levando?
- Ao seu sonho.
- Como assim meu sonho? – ela parou de passar os canais do radio e o olhou.
- Um sonho que disse que queria realizá-lo o quanto antes.
- Falta muito?
- Não, em cinco minutos estaremos lá.
Assim que viraram a curva os olhos de Sabrina brilharam. Ele estava levando-a para ver o pôr-do-sol no mar. Seu maior desejo, quer dizer, um dos maiores desejos de sua vida. Quando ele a ajudou a sair do carro, ela saiu correndo em direção a areia, assim que chegou virou para ver a distancia que estava de Nick. Ele ainda estava parado ao lado do carro, Nick a olhava com um interesse incomum. Ela o chamou, gritando, para que pudesse ouvi-la, mas ele não mexeu um músculo até ela chamá-lo mais três vezes. Então ele veio correndo.
- Por que demorou tanto?
- Eu estava tentando guardar esse momento.- ele apoiou-se nos joelhos para pegar fôlego.
- Mas ainda haverá mais milhões de pôr-do-sois. – ela parou, já tinha se esquecido que ele viera de outra dimensão, de outro mundo. – Desculpe.
Ela se sentou na areia e o chamou para o seu lado.
- Você ainda não me disse.
- O que? – ele a olhou tentando achar alguma resposta nos olhos dela.
- Você irá ficar comigo aqui, ou eu irei ficar lá? Ou então você lá e eu aqui?
- Não quero falar disso.
Ela logo percebeu que havia algo que ele não queria falar para não deixá-la magoada, algo que poderia destruir tudo aquilo que já havia passado.
- Agora você me responda uma coisa.
- O que? – ela se aproximou dele, e logo aquela estranha sensação veio átona, mas ela não foi para trás.
- Você irá comigo amanhã?
- Claro, eu prometi. Quem promete cumpre. – ela cruzou os dedos duas vezes em frente aos lábios.
- Nem sempre. – ele se aproximou mais ainda, dava para sentir seu hálito de menta.
- Como assim?
- Prometi não me apaixonar por uma humana, principalmente por uma como você. Mas me apaixonei perdidamente.
- O que você quer dizer, como eu?
- Ué, simples. Uma escolhida.
O rosto dele abaixou, ele a beijou no pescoço. O coração de Sabrina disparará, não conseguia controlá-lo mais. Ela havia perdido todos os movimentos que a faziam fugir, apenas lhe restava os que a faziam se aproximar.
Ela estava fora de si, agora surgira um sentimento em relação a ele que ela não se dera conta, o amor. Sabrina nunca experimentara o amor em relação a garotos, apensa amizade e ás vezes gostar apenas por dois dias, mas esse sentimento era diferente. Era intenso e sentia que havia muita adrenalina em seu corpo. Assim que ele tocou os lábios dela com as pontas de seus dedos ela já havia parado de tentar fugir, e queria se aproximar, mas não sabia como. Não sabia á hora certa, apenas olhava fixamente os olhos do seu amado, do seu primeiro e único amor.
Olhava os olhos dele tentando compreende-los de alguma forma, do mesmo jeito que ele fazia em relação aos seus olhos cor de mel. Parecia que ele a tinha compreendido finalmente. Ele tirou suas mãos dos lábios de Sabrina e colocara agora no pescoço dela, para beijá-la. Ele a beijou delicadamente no começo, mas quando ela retribuiu, ele a beijou apaixonadamente. Sabrina se sentia nas nuvens e queria que aquele momento nunca acabasse porem tudo que é bom, dura pouco.
Ele se afastou dela e a admirou, ela o admirou também, seu coração ainda pulava em seu peito como bola de elástico. Já estava ficando quase noite quando ele se levantou.
- Vamos? – ele estendeu as duas mãos para ajudá-la.
- Vamos. – Nick a puxou do chão e a acomodou ao seu lado.
- Corre. – Ele disse soltando Sabrina e correndo.
- Por quê? – Sabrina murmurou colocando as mãos no rosto. E saiu correndo atrás dele.

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